A Mobilidade e o Valor Agregado

A criação e o desenvolvimento de aplicativos para mobile tem dado uma aquecida no mercado de comunicação móvel. Atualmente são variadas as lojas que comercializam esses produtos, como a TIM App Store, Nokia Ovi Store, BlackBerry App World, Apple AppStore, Android Marketplace, entre outras. O mais interessante nesse aumento da relação exposição vs. interação móvel são as possibilidades de abertura para desenvolvedores independentes de aplicativos.
A hora para quem cria é agora. Esse momento resulta positivamente nos novos e experientes profissionais da área e em empresas especializadas em serviços móveis que estão cada vez mais em voga no mercado nacional. Dentro desse nicho em expansão estão os serviços de VAS ou SVA (Serviços de Valor Agregado), que traduz e simplifica a necessidade do cliente para um projeto bem sucedido, seja de mobilidade corporativa e marketing móvel para divulgação de um produto. Além da pesquisa em novas tendências, o valor agregado de um gadget é o poder de entender o consumidor e unificá-lo com conteúdo segmentado.
É aí que entra o uso de aplicativos diferenciados e outras novas formas de interação.
A notícia é que as operadoras estão liberando aos poucos o espaço para os profissionais enviarem seus aplicativos para venda em sites dirigidos e incorporá-los a variados modelos de celulares. Aos autônomos, a finalidade de remuneração e visibilidade para empresas, como uma vitrine de portfólio. Não é novidade que a abertura de acesso exista, o que é novo é a quantidade de companhias que oferecem um número muito maior de oportunidades.
Recentemente foi a norte-americana Qualcomm com o lançamento da plataforma Plaza Retail em parceira com a TIM Brasil e a estreia da loja do Google, a Chrome Web Store. Já a Apple liberou oficialmente o acesso brasileiro à sua App Store para quem busca aplicativos para o iPad e iPhone e a chance de venda de criações brasileiras é uma realidade.
Hoje cerca de 75% dos usuários de internet estão em alguma rede social. Grande parte deles precisa de uma completa mobilidade, já que 36,7% deles acessam a web pelo celular e 12% acessam redes sociais diariamente. Sem contar as ações que a Pepsi, McDonald’s, Nike e Adidas entre outras marcas tem feito na rede Foursquare para trabalhar o conteúdo, levar a visibilidade da marca e criar novas experiências a esta nova rede móvel.
Isso quer dizer que a mobilidade é um mercado que cresce em um ótimo ritmo todos os anos e que muitas vezes funciona como canal oficial de uma corporação que precisa firmar um relacionamento estratégico com o cliente. Para isso é preciso criar uma plataforma de marketing relevante, aumentando a usabilidade a um plano que somente agora, a partir de 2010, começa a ser concretizado.
USABILIDADE EM PRIMEIRO LUGAR
Para aperfeiçoar a usabilidade em novos modelos de aparelhos, os programadores desenvolveram o chamado Micro-Browsing, que é a internet “de verdade” usada pelo mobile, ou seja, as ferramentas principais de navegação estão lá e a interface consegue ser bem competitiva. Com exceção da Apple que criou um mundo paralelo para o iPhone e seus outros produtos, os recursos disponíveis em sistemas como Symbian e Java 2 ME são compatíveis em grande parte dos aparelhos à disposição do mercado.
O Google, por exemplo, lançou no começo do ano o Nexus, o primeiro smartphone da marca, que o utiliza o sistema Android (baseada no Linux) e com a sua própria loja pretende comercializar jogos, revistas e aplicativos. Além disso, o grande buscador prevê mais inovações que chegarão ao navegador e ao Google Wave, a ferramenta super comentada que antes exigia um convite para ser agregada e atualmente foi disponibilizada abertamente ao público. Já a Microsoft lançará no final do ano o Windows Phone 7. Com a versão 7, o usuário passará por uma nova experiência, integrando a loja virtual de música, o Zune Marketplace, e a versão móvel do Xbox LIVE, no qual será possível jogar com o celular.
Em boa parte dos projetos de mobilidade, as estratégias das empresas são o engajamento e mobilização de ações que complementam projetos de ativação de marca ou ações completas de marketing direto - para se ter acesso às plataformas offline ou na web. Quando o usuário deseja a interação pelo celular existem várias camadas de comunicação. Hoje é muito possível ler uma revista, usar como desktop e ter acesso a qualquer tipo de conteúdo ou serviço que já existe fora desse celular.
O que se tem pesquisado na área, os preços dos aplicativos nas lojas variam atualmente entre R$ 1,49 a R$ 49,99, mas preço nunca foi regra. A experiência do consumidor junto a uma perspectiva integrada, aliada à análise de recursos, processos e prioridades baseadas nos interesses do target serão as estratégias principais para um resultado positivo e relevante de mobilidade para a história da marca.
ECOSSISTEMA: Reciprocidade e Colaboração
A reciprocidade quando se fala em usabilidade é importante também quando se discute a facilidade de interação nos portais de aplicativos. Pode parecer fácil como subir um vídeo no youtube, mas do que adianta a Interface Multiplataforma se as ferramentas não ajudam?
A usabilidade é levada em conta com o Management Center e a Storefront na grande maioria das lojas virtuais.
Com uma experiência de usuário consistente, atraente, intuitiva e de fácil atualização, os desenvolvedores novos ou experts entendem e monitoram a execução de seus trabalhos. Muitas lojas fornecem dicas e dados relevantes de pesquisa e estudo para os profissionais. Informações diversas podem ser aproveitadas e compartilhadas também para o consumidor final, que consegue visualizar o que é importante para ele no momento. A procura por aplicativos customizados são otimizados dentro da rede, com ferramentas de recomendação entre usuários e métricas de Behavioral Targeting. Quer dizer, só são sugeridos produtos que combinem com o consumidor.
O parâmetro de indicação para os desenvolvedores funciona como um boca-a-boca e mais que isso, uns opinam sobre o trabalho dos outros e o próprio criador tem visão de comprador. Como um IdeaStorm, referência de canal de comunicação que a Dell criou e defende a concessão para os usuários sugerirem ideias de como melhorar negócios e produtos e receber todo um feedback.
PLANO PRÉ-PAGO PARA INTERNET
Foi anunciada recentemente a viabilização da primeira internet móvel pré-paga. A primeira operadora foi a TIM Brasil, mas a demora não será longa para clientes de outras companhias entrarem nesse contexto.
“Não podemos esquecer que mobile também é uma ferramenta de inclusão digital e tudo faz mais sentido quando tornamos realidade o plano do pré-pago”, apontou Daniel Gotilla, Consultor de Tendências e Inovação da operadora, em um encontro para desenvolvedores no começo de maio passado.
Sem dúvida, o celular é uma poderosa ferramenta não só de abrangência digital, mas social. A estratégia inicial é a expansão do target, que hoje na maioria atinge igualmente homens e mulheres de 15 a 24 anos das classes A, B e C.
Um problema que bate nesse desenvolvimento todo é que os 35 milhões de brasileiros que acessam a internet pelo celular estão pagando mais 20% de conta de telefone, como constatou a consultoria TNS, segundo estudo da Global Telecoms Insights 2010. Conforme os dados levantados, apesar do gasto maior, a despesa não desestimula a população, já que 70% comprará aparelhos mais sofisticados este ano, gastando R$ 492 em média, um valor 10% maior que em 2009. No compasso das contas altas e consumidores cada vez mais interessados por aparelhos avançados, o plano pré-pago será mais que um êxito.
MERCADO: Acessibilidade móvel
As lojas de aplicativos são uma febre no mundo, nos EUA é um mercado em estabilidade e por aqui acontece um processo de crescimento e efervescência. Todos estão correndo atrás da sua chance, desde fabricantes de aparelhos, operadoras às desenvolvedoras de sistemas operacionais.
“O mercado de aplicativos móveis crescerá ainda mais nos próximos anos, isso é uma aposta muito certeira. Afinal, os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado”, explica Renato Cairo, gerente de comunicação da Pinuts Studios, especializada em tecnologia móvel. Além disso, Cairo aponta mais outros dois motivos. Um é pela questão da melhoria tecnológica dos aparelhos, em que será possível fazer aplicativos com performances cada vez melhores e com um processo de aquisição mais simples, que são duas barreiras para o usuário comum atualmente.
O outro é pela expansão das redes de dados, como a 3G e outras novas redes, que reduzirão custos e será acessível para um maior número de pessoas.
A opinião de Cairo se une a de especialistas do estudo da Consultoria TNS, que com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em redes de alta velocidade, o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. “Mais de um milhão de usuários têm o Windows Phone (sistema da Microsoft - patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa)”, conclui a análise.
O crescimento de toda essa infra-estrutura, de aquisições, conexões e aplicativos é essencial para que o usuário tenha uma experiência cada vez mais simples na hora de navegar pelo telefone. Nunca é demais. No final, todo mundo está atrás de sua loja porque identifica a necessidade de um aplicativo com a sua cara.
COMO COMEÇAR?
- Para quem quer começar na área ou precisa de mais informações sobre cada loja, Cairo deu dicas para encontrar as melhores lojas para venda de aplicativos. Uma das melhores listas de lojas de aplicativos é a base que a Distimo utiliza.
Nesse portal estão as principais lojas, como a Apple App Store, BlackBerry App World, Nokia Ovi Store, Android Market e o Windows Phone Marketplace.
- Outro canal interessante é o Getjar - Área de Developer.
- O canal Plaza Retail da Qualcomm está no ar há pouco tempo. Para participar do portal, o desenvolver poderá se registrar e criar seu profile.
- A Wholesale Application Community (WAC) é uma aliança entre operadoras e grandes fabricantes.
O coordenador explica que a ideia da WAC é estabelecer uma App Store com uma forte presença de funcionalidades para o desenvolvedor otimizar tempo. “Ele não precisa ficar pingando tanto de loja em loja para chegar ao usuário final. E com uma maior representatividade eles conseguirão rivalizar com a Store da Apple, em tese”.
Ainda em teste, o portal não entrou no ar integralmente.
Para participar, o desenvolvedor poderá enviar um email de interesse.
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O artigo também foi publicado no portal ReadWriteWeb Brasil.
Obrigada Wired pela ilustração.
I'M HERE – A LOVE STORY IN AN ABSOLUT WORLD →
Filminho dirigido por Spike Jonze. :)

→ A inovação está chegando por aqui bem aos poucos.
Nos EUA a Procter & Gamble já adotou, assim como a IKEA e a Sodexo.
É a intranet de base 2.0, com recursos e funcionalidades sociais que agregam produtividade e motivação aos colaboradores - uma forma de integração global, seja qual for o porte da empresa.
A Visionello DGTL está com projetos em andamento para essas estruturas comunicacionais e em meio à muita pesquisa e análise de comunicação organizacional, levantou alguns pontos fundamentais para uma rede interna completa.
A receptividade de algumas empresas está sendo bem aceita, felizmente, e o que quer dizer que o corporativo urge por mudanças assim, mudanças sociais.
Segundo estudo recente da Universidade de Melbourne, na Austrália, colaboradores que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam. E se a própria rede social for a da empresa, totalmente customizada às necessidades de comunicação?
Claro que cada rede muda de uma companhia para a outra. As mais completas possibilitam que cada colaborador tenha o seu próprio profile e que possam inserir seus interesses e dão a possibilidade de se integrar com outros colegas - de sua área ou não - somente pelos interesses em filmes e hobbies.
→ RELACIONAMENTO
Essa mudança na comunicação interna exige mais do lado comportamental da empresa e do colaborador e vai além de qualquer relação de trabalho, estabelece um novo relacionamento.
Cada corporação também tem o seu modo próprio de adquirir conhecimento e promover a troca. O ambiente social é o caminho mais firme e seguro, já que a comunicação consegue ser muito mais rápida e no caso das multinacionais, acabam falando a mesma língua. Alguns recursos contemplam a tradução real-time para variados idiomas.
→ O ENGAJAMENTO é a próxima(primeira) ação.
Apresentar aos empregados uma nova forma de ver e se comunicar na empresa requer tempo e sim, muita paciência. Até porque a rede em si incentiva novas ideias e traz uma desorganização positiva. Todos querem colaborar e deixar de lado um pouco o formalismo que toma conta do lado corporativo de megas reuniões para se apresentar uma ideia ou sugestão.
Quer dizer, o gerente da área “X” pode deixar uma mensagem formal no profile do seu colega da área “Y” sobre um relatório e postar um texto bem humorado sobre inovação em seu blog. Isso ao mesmo tempo em que subiu um vídeo de um café da manhã, em uma conversa com o presidente da empresa. Esses conteúdos de textos e vídeo ficará acessível a todos.
→ (IN)FORMALISMO
O formalismo já era quando se fala em Web 2.0 ou mesmo no novo Ambiente Social Corporativo.
E não precisa ser um grande entendedor para saber lidar com a rede. Além da intuição, a funcionalidade é feita sob medida e ao trabalho de um bom designer de user experience para saber as necessidades, além de facilitar e otimizar o uso na intranet.
A socialização com o novo ainda é uma grande obstáculo para as empresas. Os executivos precisam ter uma visão direta dessa questão do 2.0 no corporativo. Ok, é preciso trabalhar o bom senso dos colaboradores na rede, mas de que adianta não fazê-lo antecedendo o despreparo deles?
Uma rede fechada de intranet 2.0 não é um grande passo externo da companhia. É uma maneira de interação completa da empresa, ainda mais quando se fala em um espaço democrático.
Fora as funcionalidades discutidas, o colaborador, por meio de um widget pode, por exemplo, fazer o seu trabalho, conversar em tempo real com o seu diretor pelo chat e sincronizar a própria agenda (protegida por login e senha) de compromissos pessoais e profissionais, com a agenda da empresa, de eventos e reuniões das áreas.
→ WIKI CORPORATIVO
Além de ser uma fonte de conhecimento geral, é uma fonte de conhecimento da história da empresa. É muito possível apresentar para um novo colaborador toda a história da companhia pelo wiki, outro recurso inserido na rede. Fora que cada colaborador pode escrever um pouco sobre a companhia, sua própria trajetória de carreira lá dentro e todos aos poucos vão (re)escrevendo a história.
Todos querem dar uma opinião. É um lado democrático que aparece no meio dos negócios e revoluciona pela modernidade e transformação na comunicação.
É bom por ora deixar alguns números de lado, sem pensar o quanto pode economizar uma corporação com uma rede dessas (e a economia não é pouca). O interesse é pensar no humano - seus interesses, prazos, metas - e na pessoa que tem seu trabalho e está disponível aos mandos e demandos dele.
Quer que desenhe? 8 infográficos que analisam as mídias sociais →
Clique na imagem para visualizar detalhes
Infográfico “Jogo WAR”: O Facebook está ganhando - domínio na Oceania, Europa Ocidental e América do Norte; partes da América do Sul, Oriente Médio, África e Ásia -, mas o V Kontatke tomou toda a ex-URSS. =)
→ Mapa global de estatísticas da web 2.0 pode ser conferida aqui.
Tendências de consumo
A Trendwatching, agência independente líder em análises de tendências, publicou essa semana um briefing com as tendências para 2010.
Sediada em Amsterdã, na Holanda, a Trend realiza pesquisas premium para empresas e agências de publicidade em todo o mundo e anualmente publica o reporte baseada em uma visão global de novas atitudes e percepções de consumo.
Não é de se espantar que algumas tendências não são surpresas ou novidades, mas o interesse é grande e está mais em voga quando se fala em sustentabilidade e na influência vital da tecnologia.
Das 10 tendências, as mais óbvias ficarão entre as últimas:
| NEGÓCIOS INCOMUNS - Novas Propostas
As empresas não se preocuparão mais, ou se preocuparão menos, em “serem somente bons samaritanos corporativos”. Aliados a isso terão que se adaptar com a mudança da sociedade, o que já vem acontecendo. Valores como transparência e honestidade serão alguns pontos fortemente captados e difundidos por uma questão de sobrevivência nessa nova inserção.
O planejamento mudará naturalmente a própria cultura corporativa, desviando o olhar mais para o lazer e a cultura local de seus consumidores e colaboradores, entre outras atitudes. A padronização na comunicação interna de grandes empresas, por exemplo, perderá forças.
| GENEROSIDADE INCORPORADA
Se esse ano esteve presente, em 2010 será ainda maior. Trabalhar com instituições beneficentes e ONGs envolverão ainda mais iniciativas. A mentalidade já vem mudando há tempos e no briefing a palavra inglesa embedded foi incorporada à atitude de ajudar o próximo, como uma analogia em que campanhas humanitárias via web terão um aumento no número de petições e participantes. As redes sociais são grandes responsáveis por esse crescimento.
As iniciativas por si só serão cada vez mais criativas, inventivas e inovadoras. Vários setores do mercado entraram com o pé direito na questão. Os pioneiros investirão cada vez mais e os novos planejam e reservam parte de seu planejamento em ações de bem-estar.
| EXPLOSÃO DE AVATARES
- Cadê eu? - É incerto ainda se chegará ao ponto de existir um diálogo como nem lembro de você, mas sim do seu avatar. A quantidade deles define para as marcas o comportamento atual do consumidor. Presença no digital e ser mais do que isso. O que se vê nessa superpopulação na web é a maior necessidade de comunicação e relacionamento com pessoas, não com empresas, é claro. É aí que as marcas tem toda a oportunidade de entrar nas redes para construir relacionamentos.
Uma fatia da população brasileira - mais de 20 milhões acessam redes sociais diariamente - tem a segunda vida e muitas companhias demoraram para enxergar isso. E muitas outras estão correndo atrás do tempo perdido.
Para clientes na esfera digital, o comportamento é que define grande parte da estratégia (muitas vezes correta) da empresa em atingir determinado público com certo produto ou serviço. Ferramentas de Behavioral Targeting conseguem saber por onde seu público caminha até realizar uma compra ou entrar em contato com seu perfil via facebook.
E não adianta conhecer a fundo o alvo, divulgar ótimos produtos se não engajar seu público com atitudes criativas e ideias convergentes. As produtivas noites em claro com o planejamento na mão valerão a pena. Um mísero erro pode prejudicar a sua estratégia, sem levar em conta toda a perda de investimento.
| URBANIDADE
O documento aponta que há um século menos de 5% da população mundial vivia em grandes metrópoles. Hoje são mais de 50% e em 2050 estão estimadas 70% da população mundial, o que em números representa 6,4 bilhões de pessoas. Nesse patamar, as marcas que trabalham mais com B2C serão muito beneficiadas, com toda a certeza de crescimento da população. Na verdade, a perspectiva é que outros segmentos também terão o proveito dessa nova sociedade.
“Comunidades urbanas hiperconectadas e com alto poder aquisitivo parecem ser o epicentro dessa inovação atual que vai definir o desenvolvimento de inovações emergentes”, disse no reporte Alex Steffen, editor do site WorldChanging.
| ORGULHO DO URBANO - Subtendência
Essa subtendência está mais focada em marcas que se planejam regionalmente por um curto período ou por longos anos. Vulgarmente podemos chamá-la de bairrismo. Para as marcas esse conceito é muito importante se a estratégia de um produto, por exemplo, for o foco e a completa imersão em um local, seja um bairro ou uma cidade. O engajamento se torna mais forte pela identidade, afinidade e empatia que a marca cria com os consumidores. No processo é envolvido todo um estudo da cultura da cidade, a história e herança de seus fundadores. Todo o seu ser, digamos assim.
| RASTREAMENTO & ALERTAS
Monitoramento e rastreamento serão a nova procura. Isso otimiza o tempo do consumidor. Todos precisam e querem informação relevante, seja em ferramentas de e-commerce ou utilidade pública. Essa tendência já tem maior importância ao longo dos anos com o início da comercialização em massa de aparelhos GPS. Os Correios e lojas virtuais em todo o mundo já oferecem serviços customizados de rastreamento de entregas e compras.
Prefeituras como a de São Paulo e Nova York lançaram sites em que divulgam os gastos de investimentos e salários de seus funcionários. É a lei da transparência. Além disso, a análise cita também o rastreamento do trânsito de São Paulo e Rio pelo twitter.
| MATURIALISMO ou Materialismo Maduro
2010 será mais opinativo, mais franco, mais sincero. O consumidor tem mudado muito e por essa mudança no mix de comunicação, a exigência do mercado tem levado companhias a criarem novas linhas de produtos e serviços. Em três exemplos, podemos citar a criação de variados sabores de pizzas industrializadas, cervejas e cremes para cabelos. Um norte-americano consegue pedir uma pizza facilmente com uma conexão wi-fi. O Maturialismo está intimamente ligado às tendências Urbanidade, Negócios Incomuns e Explosão de Avatares.
Sociedades de consumo, como a brasileira, não toleram ser tratadas como desinformadas, fáceis de se engajar, inexperientes e indecisas. E vai a pergunta: Como olhar uma sociedade que está se tornando tudo, menos dócil?
| FLUXO & LUXO
“O mercado do luxo crescerá nos próximos anos”, constata a pesquisa. Integrados à tendência Urbanidade, segmentos de consumo terão um desenvolvimento firme. A pergunta que fica é: Como o luxo será definido daqui alguns anos? A resposta do briefing: “Será o que você acha que será”.
Ao invés de procurar a nova moda, o melhor será definir primeiro o que é o luxo atual. O espaço regional dos Locais Limitados como subtendência fará parte dessa nova percepção do mundo do consumo.
| LOCAIS LIMITADOS - Subtendência
Ligada ao Orgulho Urbano, essa subtendência contém aspectos que envolvem geograficamente a relação do consumidor com uma marca. A ideia é que crescerá cada vez mais o número de produtos premium, linhas especiais e edições limitadas. Os aspiracionais também terão um notório destaque.
O mundo corporativo estuda formas mais suaves de ter o cliente sempre ao seu lado. O esforço vale sempre. Quando o estudo é superficial, o tiro sai pela culatra. Pelo lado geográfico, as melhores oportunidades serão formas viáveis de distribuição, que serão compensadas com entusiasmo, trabalho árduo para assessorias de imprensa e preços categoria premium(mais caros).
| MASSAS MISTURADAS
Só mesmo no mundo digital e com raras exceções à vida externa, pessoas completamente diferentes pulverizadas em diversos locais do planeta podem se unir apenas pela afinidade de interesses. As massas misturadas não são somente estranhos conversando em uma bolha virtual.
É a criação de uma nova sociedade, baseada nos interesses, em que muitas vezes sai da esfera web e pula para a vida mundana.
| ECO-EASY
Duplicaram as possibilidades de ser verde. É o eco-fácil. Uma simples seleção de lixo, optar pela carona ou ceder à risca o dia todo de rodízio (em São Paulo) é uma maneira de ser e pensar eco-friendly. Esqueça a ideia do eco chato, e sim traga à sua vida diária atitudes simples e sustentáveis.
As marcas não podem perder mão de trabalhar com produtos biodegradáveis, embalagens e sacolas que respeitam o meio-ambiente. Alguns supermecados, por exemplo, tem diminuído o uso no número de sacolas plásticas, outras cobram (caro) para vender. Um segmento que tem crescido é de móveis smart design, produzidos com materiais não-poluentes e reciclados. A iniciativa tem tomado forma e assim como a indústria de embalagens verdes, é a energia da inovação de trabalho de alguns empreendedores brasileiros.
| RESENHAS EM TEMPO REAL
Taí uma não-novidade. Exemplos como o #iranelection, #apagão ou #michaeljackson pipocaram no twitter em 2009 mudando a estrutura de cobertura em tempo real. O que briefing quis passar é que essa percepção ficará mais evidente e recorrente no ano que vem. Nada mais natural.
Veja também uma nota sobre o briefing no site brasileiro de empreendedorismo e inovação ResultsOn.
O futuro atual?

No mundo digital, tag é uma palavra-chave que permite ligar um ponto, como um site, a muitos outros dentro do mundo virtual, o que inclui outros sites, além de blogs, redes sociais etc. A pluralização do virtual remitificou a cultura da sociedade por meio da web e isso está além de qualquer modismo.
“De certa maneira, todo o processo é como um ‘Efeito Borboleta’”, disse ele. A mínima ação que você faz pode mudar toda a estrutura do contexto em outro lugar. Para quem vive a comunicação, é uma outra forma de ver a sociedade e entender o que trará o futuro.
O futuro (e o presente) pertence à atitude
O pesquisador abordou o Mind-Machine, que expressa a forma das pessoas ou grupos lidarem com certas situações, sejam elas boas ou ruins. Para ele, o Brasil enfrentou a crise econômica melhor que outros países por causa da atitude positiva que tem em torno da mesma – a atitude de percepção positiva.
Claro que não é sua obrigação talvez, mas é importante lembrar que como todos falam ou escrevem uns aos outros cada vez mais, em alguns casos o rumo da comunicação digital corporativa não está mais na mão do comunicador.
Como consequência da evolução, hoje todo mundo pode criar. É o crowdsourcing - conteúdo produzido pelo usuário – e para se ter atenção na web, tamanha a quantidade de informações que circulam, um indivíduo ou uma empresa precisa ter certas habilidades. Em um tempo bem limitado, sim, todos reclamam dele, o design, programas específicos de convergência entre áudio e vídeo e muita pesquisa são essenciais para lidar com o mundo atual.
Monitoramento da marca na web
Para as empresas terem um controle e “não se perderem por aí”, o monitoramento das marcas deve ser constante. Sim, pode ser exagero, mas em questão de horas, ou até de minutos, a imagem de uma marca pode ser destruída. O que saber fazer é a melhor solução. E saber fazer rápido.
Kerckhove e McLuhan: inteligência coletiva
Derrick trabalhou com o grande estudioso canadense Marshall McLuhan de 1972 a 1980. “McLuhan ‘previu’ o Wikipedia quando disse em 1962 que o próximo meio de informação é a extensão da consciência coletiva”. Além disso, Derrick cita o Youtube como forma de arte com a criação - e a externalização do pensamento - da mente para a tela, que estende também para a TV e o mobile.
Ps: Uma curiosidade cientificamente comprovada: são necessárias apenas 150 pessoas para se ter uma boa rede de contatos. O resto são sobras? “Não”, disse Derrick, “a fortaleza é a essência do contato”, finaliza.
Leia mais sobre esse encontro no blog da Visionello.
Andy Warhol's Marilyn Prints →
Aprenda a fazer pinturas como as do Andy Warhol. :)
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SqueezeMe.TV →
Canal de vídeos com motion design, animações e outros recursos de vídeo.
Gaste um tempinho com ele.
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